acorda cedo de madrugada.
Olhos fechados em preces e dor
para que sejam escutadas: voltem todos.
Em terra firme
as crianças brincam na beira do mar
sob os pés o siri a brincar de belisca aqui, belisca lá.
Mas muitas vezes, a maré
já tem escrito nas ondasco destino
do homem que um dia foi menino, brincou e agora navega até.
Tudo parece cor
merece ser ciranda verso
brincadeira de estrelas no universo.
Sempre perece ser
nadando sem sequer
braçadas no oceano.
Ano após ano
nada é mais lindo como uma flor
do que os olhos fechados em prece
da mulher do pescador.
selecionada para o livro do Concurso de Poesia Waldeck de Almeida 2010
foto de Paulo Mauá (Porto Belo - SC)


